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Reflexão dos Autores


A humanidade deu um grande passo com a realização da Rio 92. Naquele momento, fomos capazes de nos organizar sob uma única categoria, a espécie humana, que preocupada com as previsões de um futuro que ameaça a sua sobrevivência se previne, se adapta, e redireciona a sua evolução. A Rio 92 difundiu esta idéia e dentro de um mundo dividido criou a oportunidade de nos unirmos diante da uma verdade óbvia porém aparentemente esquecida - somos todos humanos e dependemos do ecossistema para a nossa sobrevivência. Fomos capazes de traçar metas e organizar um processo conjunto entre as diversas nações em torno de um objetivo comum.

No entanto, nossa cultura aparentemente não possui um senso de sobrevivência forte o bastante para levar adiante estas novas estratégias. Talvez sim de uma perpectiva individual mas não coletiva. As falhas vistas nestes dez anos nas tentativas de realizar o que se propôs na Rio 92 são em sua maioria fruto da visão individualista, de pessoas, de grupos de pessoas, de países, enfim, de partes. A humanidade talvez não tenha uma noção coletiva de que todos representam apenas uma unidade, a espécie humana. Somos partes numa corrida pelo desenvolvimento próprio competindo contra as demais partes. Antes que humanos, somos capitalistas.

Diante disto, esperamos sim melhoras com a Rio+10. Esperamos sim que fiquemos mais próximos de um modelo de desenvolvimento sustentável. Achamos que por meio de ações internacionais, acordos, conferências, podemos controlar nossos "instintos" individualistas e buscar uma alternativa mais racional que garanta a nossa sobrevivência. Mas acreditamos também que dentro deste processo, a evolução para um modelo verdadeiramente sustentável só se poderá alcançar com o desenvolvimento de uma forte consciência coletiva da humanidade. Uma mudança no modo de pensar de cada indivíduo que é parte desta mesma unidade. Este será o maior desafio que eventualmente teremos que vencer para sobrevivermos.


Com a palavra FHC

Quem somos nós?